Power Brainstorming: o poder das perguntas que não fomos ensinados a fazer.
Lembro-me de estar conduzindo sessões de brainstorming com clientes ou alunos há anos atrás nas quais percebia que todos estavam “patinando”, uma sensação de não fluidez que gritava mais alto do que as boas ideias, dentro da cabeça. Embora existam inúmeras regras e dicas para melhorar o andamento e os resultados nessas dinâmicas, detectei que em vários momentos nada disto aparentemente surtia o efeito desejado e que o “buraco era mais embaixo”. A sessão, nestes casos, só “destravava” quando fazia um “reset” e propunha passos para trás, abrindo uma nova sessão de BRAINSTORMING, SÓ QUE DE PERGUNTAS. Então, como mágica, o grupo se energizava e no improviso, voltava ao flow criativo.
“Fazer a pergunta certa já é a metade da solução de um problema.” ~ Carl Jung
Ao pesquisar sobre o fenômeno, conheci muitas teorias e também citações memoráveis, como esta, de Carl Jung, que me deram o insight para que as minhas sessões de power brainstorming a partir de então, nunca mais fossem as mesmas. Em determinados contextos, passei a dar ênfase inicial no processo de co-criação de perguntas, em vez de respostas (e da busca da intenção, especialmente quando o foco é em inovação). Oportunamente citado por Garl Hagerson, esse método tem sido observado em estudos acadêmicos e sociais, como na pesquisa do psicólogo Adam Galinsky sobre a importância da ressignificação durante momentos de transição. No entanto, muitas pessoas não estão acostumadas a questionar, pois desde cedo fomos condicionados a apenas fornecer respostas.
“Se eu tivesse uma hora para salvar o planeta, gastaria 59 minutos definindo o problema e um minuto resolvendo-o” ~ Albert Einstein
Albert Einstein disse certa vez: “Se eu tivesse uma hora para salvar o planeta, gastaria 59 minutos definindo o problema e um minuto resolvendo-o”. Embora isso possa parecer extremo, destaca a importância de definir problemas. Ao fazê-lo corretamente, torna-se mais fácil resolvê-los, o que significa economia de tempo, dinheiro e recursos.
Sendo assim, passei a testar e aplicar técnicas no processo, que passaram a fazer parte do nosso método em projetos e treinamentos. Os testes e método propostos por Hal Gregersen (autor, professor e diretor do Centro de Liderança da MIT) foram emblemáticos.
Nesse contexto, aqui vão algumas de suas orientações para criar condições para que ideias floresçam sem medos:
♦ PROCESSO DE POWER BRAINSTORMING SETUP:
◊ Qual é o seu Desafio? Escreva brevemente os elementos-chave do seu desafio ou oportunidade.
◊ Qual é a sua “Temperatura Emocional” em relação ao desafio? Escreva algumas palavras que melhor descrevam como você se sente agora em relação ao desafio.
◊ Quem mais pode participar de um Power Brainstorming com você? Peça a outras pessoas, especialmente aquelas com diferentes experiências e origens, que o ajudem a gerar perguntas.
♦ BRAINSTORM DE PERGUNTAS:
◊ Passo 1
Leve 2 minutos para compartilhar o seu desafio.
◊ Passo 2
Configure um temporizador para 4 minutos e faça apenas perguntas.
Siga 3 regras:
1. Não responda a nenhuma pergunta.
2. Não explique por que está fazendo uma pergunta.
3. Anote cada pergunta exatamente como ouviu (palavra por palavra).
Se você gerar aproximadamente 5 perguntas por minuto, provavelmente está seguindo as regras.
Tente fazer perguntas simples, desafiadoras, mas não tóxicas.
♦ INSIGHTS:
◊ Qual é a sua “Temperatura Emocional” em relação ao desafio depois de fazer o Brainstorming de Perguntas? Escreva algumas palavras que melhor descrevam como você se sente agora em relação ao desafio.
◊ REFLEXÃO:
Quais novos insights você obteve? Como o desafio foi reformulado?
Que soluções você pode tentar para progredir no desafio?
◊ REVISÃO:
Qual ou quais perguntas, da sua lista ou inspiradas por ela, o motivam a agir?
Elas o levam a levantar, sair e buscar novas perguntas e respostas para gerar uma solução melhor.
♦ IMPACTO:
◊ Qual é a Pergunta Única que mais importa? Escolha uma pergunta da sua lista de 3 e escreva-a.
#1 POR QUE essa pergunta é a mais importante?
#2 POR QUE essa razão (#1) importa para você?
#3 POR QUE essa razão (#2) importa para você?
#4 POR QUE essa razão (#3) importa para você?
#5 POR QUE essa razão (#4) importa para você?
◊ Qual é o seu plano para coletar ativamente dados passivos (ver, falar, tentar) sobre suas perguntas-chave, criando condições em que você está errado, desconfortável e reflexivamente silencioso(a), a fim de progredir em seu desafio?
Para uma exploração aprofundada e aplicação do método de Explosão de Perguntas, leia o capítulo 3 do livro de Hal Gregersen (consulte as referências no final deste texto).
Para finalizar, tenhamos sempre em mente:
“Entender uma pergunta é metade da resposta.” ~ Socrates
E se perguntas são respostas, desejo excelentes perguntas para a sua jornada, E SUCESSO!
Escrito e designed por humanos para humanos 💜
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Referências:
• Hal Gregersen.com. “Question Are The Answer: A Breakthrough Approach to Your Most Vexing Problems at Work and in Life”. 1st ed. Nov 2018.
• Hal Gregersen.com. “Question Burts Toolkint”. → Original publication
• MIT News. “Hal Gregersen says questions are the answer”. → Original publication
• IdeaConnection. “DNA”. → Original publication.
• ZORZO, L. Indie researches and proprietary teaching materials for grad school.