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Lovemarks (“Marcas Amadas”) é um conceito de marketing para uma marca que criou uma conexão emocional profunda com seus clientes, indo além dos benefícios funcionais do produto ou serviço e explorando os sentidos, emoções e experiências dos clientes. E qual marca não quer isto?

 

Este conceito, que foi introduzido por Kevin Roberts, ex-CEO da Saatchi & Saatchi, em seu livro “Lovemarks: The Future Beyond Brands”, está embasado em 3 elementos principais:

  • MISTÉRIO: refere-se ao elemento surpresa e encantamento que mantém os clientes envolvidos com a marca.
  • SENSUALIDADE: é envolver os sentidos dos clientes e criar uma experiência sensorial que os conecte em um nível profundo.
  • INTIMIDADE: é sobre a forte ligação emocional entre os clientes e a marca.

Para criar uma Lovemark, uma marca precisa ir além das estratégias tradicionais de marketing e focar na construção de relacionamento com seus clientes. Isso pode ser alcançado contando histórias, criando experiências memoráveis e explorando as emoções e valores subjetivos, com total autenticidade, humanidade e consistência.

É fundamental percorrer as etapas de ‘gentificação’ da marca durante o processo estratégico, anterior às etapas nominativas e visuais. O processo colabora com a ‘humanização’, característica que é cada vez mais valorizada nas relações entre pessoas, marcas e empresas. 

Inclusive, quanto mais convivemos com a Inteligência Artificial em nossas vidas, mais estaremos sedentos pela humanização. As marcas e empresas que souberem gerenciar as doses de emoção e subjetividade com as melhores práticas que a tecnologia puder oferecer estarão à frente, afirma Luciane Zorzo, founder da ZORZO®, empreendedora e educadora.

Exemplos de Lovemarks que todos nós estamos familiarizados incluem Apple, Harley-Davidson, Coca-Cola, Disney, Starbucks. Essas marcas criaram uma forte conexão emocional com seus clientes, o que levou a um alto nível de lealdade, sentimento de comunidade e até mesmo defesa delas.

Entretanto, num contexto cada vez mais veloz, complexo e instável que nos encontramos, é importante lembrar que marcas pessoais e empresariais ‘não são, apenas estão‘. Com isso, queremos dizer que a dança das cadeiras das Lovemarks pode mudar num piscar de olhos, ou melhor, no clique de um botão.


Escrito e designed por humanos para humanos
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Referências:
“Lovemarks: The Future Beyond Brands” by Kevin Roberts (2004)
“The Lovemarks Effect: Winning in the Consumer Revolution” by Kevin Roberts (2006)
”Brand New World: How Paupers, Pirates, and Oligarchs are Reshaping Business” by Max Lenderman (2009)
• Zorzo, L. Independent researches, classes and lectures.

 

 


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